A morte : Projeto TUTANKAMON
- Rosa Carvalho
- 7 de mar. de 2014
- 3 min de leitura
Introdução
Nada era mais importante para os egípcios do que alcançar a vida eterna - e eles faziam de tudo para conquistá-la. De feitiços rituais a embalsamamento e construção de tumbas magníficas, quanto mais dinheiro tinham, mais gastavam nos preparativos para a morte.
A vida após a morte
Os egípcios acreditavam que cada pessoa tinha um corpo físico e um “ka” – uma força vital que permanecia após a morte. O ka precisaria dos mesmos objetos que uma pessoa viva e estes itens eram colocados na tumba do falecido.Acima de tudo, o ka precisava se reunir ao corpo físico, e esta era a grande razão para a mumificação dos corpos. Para alcançar a vida após a morte, os mortos precisavam se unir ao seu ka. Mas como o corpo físico não poderia fazer a jornada da tumba para o submundo, o “ba” da pessoa, ou personalidade, o fazia. Quando ba e ka se uniam, eles faziam a jornada final até o céu, sob luz do sol e o brilho das estrelas, onde os mortos ressuscitavam como um ‘akh’ (ou espírito) e viviam para sempre.
Mumificação
O primeiro passo da mumificação era remover os órgãos internos por meio de um corte lateral. O coração – reconhecido como o centro da inteligência e força da vida – era preservado, mas o cérebro era retirado através do nariz e jogado fora. Os órgãos remanescentes eram armazenados em jarros.Em seguida, o corpo era empacotado e coberto com natro, um tipo de sal, e deixado para desidratar durante 40 dias. Depois, era envolvido em um linho embebido em resina, natro e substâncias aromáticas, e as cavidades do corpo eram seladas. Finalmente, o corpo era recoberto por resina e enfaixado. Os sacerdotes inseriam amuletos entre as camadas. Todo o processo – acompanhado de orações e encantos – levava cerca de 70 dias, mas preservava os corpos durante milhares de anos.
DADO CURIOSO
Os Egípcios comuns não eram mumificados, mas enterrados em sepulturas, onde as condições do deserto quente e seco mumificavam os corpos naturalmente.
O Livro dos Mortos
O Livro dos Mortos evoluiu a partir dos Textos da Pirâmide do Velho Reino – os textos funerários mais antigos do mundo. Esses encantos e rituais eram inscritos apenas nas paredes das tumbas de egípcios de alta estirpe.
No Reino do Meio, estes segredos tornaram-se disponíveis para qualquer um que pudesse pagar por um ritual funerário. Eles eram inscritos dentro dos esquifes para que as múmias os “lessem”. Eventualmente, estes textos se transformaram no Livro dos Mortos, muito utilizado durante o Novo Reino.
O coração era o centro da vida para os egípcios e quatro feitiços eram dedicados a proteger o coração do morto. O feitiço número 23, a “Abertura da Boca”, também era crucial, já que restaurava os sentidos da múmia na vida após a morte.
Esquifes e sarcófagos
Os caixões mais antigos eram simples caixas retangulares de madeira, decorados com olhos (para que o morto pudesse ver) e os chamados “textos de esquife”. Às vezes eles tinham uma porta falsa para que o morto pudesse “sair”.
Durante o Reino do Meio, os esquifes de forma humana, decorados com grupos de hieróglifos horizontais e verticais que se pareciam com as faixas da múmia, tornaram-se mais comuns. Os esquifes eram ricamente pintados (ou banhados a ouro, se fossem reais), por dentro e por fora, com cenas e textos funerários, deuses e deusas e escaravelhos alados.
Uma “espinha dorsal” branca pintada nas costas detalhava a descendência do morto. Na época, até quatro caixões eram colocados em um sarcófago retangular. A cabeça de chacal de Anúbis era colocada sobre a tampa para proteger o morto.
Fonte.:Discovery
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