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Nem todos os caminhos são para todos caminhantes.

  • Rosa Carvalho
  • 27 de jun. de 2015
  • 2 min de leitura

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A morte é um dos acontecimentos mais delicados que podemos vivenciar. Não há nada tão desconhecido, triste, vulnerável e frágil quanto a dor de perder um ente querido. No momento do Luto, a família está extremamente sensibilizada, e espera não apenas pelo conforto de todos, mas também pelo respeito e pela privacidade. Infelizmente, porém, essa dor não é sentida por todos, e ainda existem pessoas que, mesmo qualificadas para oferecer uma tranquilidade às famílias em luto, não expressam o profissionalismo básico e necessário nesse momento tão instável.

Os recentes acontecimentos com o cantor goiano Cristiano Araújo e Allana Moraes, sua namorada, chocaram o Brasil inteiro. A Equipe da Revista InMemorian, pede licença ao se pronunciar sobre outras empresas, mas não apenas nós, mas também todas as empresas funerárias ao longo do país, estamos profundamente estarrecidos, e pedimos nossas sinceras desculpas pelo outro. Por aquele que divulgou indevidamente imagens, vídeos e fotografias num momento tão íntimo do cantor. Por aquele que desrespeitou não somente as leis do Código de Ética do Setor Funerário (Cearf), mas também as leis do amor ao próximo. Por aquele que, usando de forma indevida de sua liberdade profissional, impôs uma afronta para com os envolvidos na situação. Por aquele que botou mais lágrimas nos olhos da família de Cristiano Araújo, mais dor e menos segurança.

Segundo o Cearf, está descrito no artigo 10 sobre a proteção a intimidade que “o diretor funerário manterá sigilo profissional nos assuntos particulares de interesse daqueles que solicitarem seus serviços, não prestará nem divulgará qualquer informação, imagem ou fotografia que tenha relação com o atendimento funerário, salvo quando autorizado pela família e ressalvada sua obrigação de divulgar informações exigíveis nos termos da lei”. Em nenhum momento a ética esteve presente dentro de cada envolvido com o acontecimento deplorável. Em nenhum momento, o respeito falou mais alto que a vontade de ter seus 15 minutos de fama. Ali, os meios de comunicação tão importantes e necessários para a nossa sociedade foram usados de maneira errônea e depreciativa, quando poderiam ter oferecido conforto e apoio à família de Cristiano Araújo e Allana Moraes.

Fica aqui nossa sincera indignação com esse desrespeito à moral, ao amor ao próximo e à dor sofrida de uma família. Equipe In Memorian e Roberto Márcio, Diretor Funerário.


 
 
 

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